MUDAMOS!!!!!

Visite também o meu novo blog, ainda mais divertido e interessante! Acesse o Estante Nerd!

**

Depois de um ano e meio tendo o Blogspot como casa chegou a hora do Reviews Quadrinhos crescer!!! O Reviews agora está se mudando pros domínios da Rede Gehspace. Agora a nova url do blog é http://gehspace.com/reviewsquadrinhos. Peço a leitores, amigos e perceiros que atualizem sua lista de favoritos.

O Ataque das Amazonas #2

terça-feira, 30 de setembro de 2008

ataque das amazonas 2
Título: O Ataque das Amazonas

Autores: Will Pfeifer, ilustrações de Pete Woods

Preço: R$ 5,50

N° de páginas: 52

Formato: Minissérie mensal, Formato americano (17 x 26), Papel Pisa Brite, Capa couché.

Editora: Panini

As amazonas seguem massacrando os Estados Unidos, liderados por uma vingativa rainha Hipólita. Porém a Liga da Justiça descobre que as Amazonas não estão sozinhas por trás do maior ataque que os Estados Unidos já sofreram em seu território. A capa da HQ pode trazer más recordações aos americanos: Um avião é derrubado por estrangeiros em solo nacional. Guardadas as devidas proporções, pode-se fazer uma comparação com os atentados terroristas do 11 de setembro.

A segunda edição de 'O Ataque das Amazonas' tem uma melhora considerável em relação ao primeiro número. O ritmo da narrativa fica mais empolgante, alternando momentos detetivescos com boa ação.

Infelizmente a empolgação diminui na passagem do capítulo três pro quatro. Quando começa o quarto capítulo já vemos a Mulher-Maravilha cara a cara com sua mãe Hipólita, sem sabermos o que aconteceu até Diana chegar lá e o início do discussão entre as duas. Culpe os tie-ins ou como é chamado aqui no Brasil, as ligações entre uma série com revistas mensais dos personagens.

Se você quiser saber o que aconteceu, terá que comprar a revista da Mulher-Maravilha, o que é decepcionante pra quem quer acompanhar somente a mini sem ter que comprar outras revistas. Um ponto "interessante" é a volta da feiticeira Circe na última página, reforçando a idéia de que quem é morto nos quadrinhos sempre aparece ressucitado, cedo ou tarde. Essa volta de Circe leva a crer que no desfecho da estória a explicação do ataque das Amazonas será explicado por algum tipo de controle mental exercido por Circe em Hipólita. Muito original...

A arte de Pete Woods é um ponto que se não chega a comprometer, também não é um destaque. Uma minissérie como essa merecia um desenhista melhor. Além de estar abaixo de outro colegas da DC, como Ed Benes e Gene Ha, que passaram recentemente pela revista da Liga da Justiça, Woods peca no uso das cores pra criar uma atmosfera pesada na HQ. Constantemente vemos o céu de Washington na cor laranja, o que num determinado ponto da leitura fica chato demais. Felizmente isso diminuiu da primeira pra segunda edição.

Nota 8,0

***

Review O Ataque das Amazonas #1


Gabriel Bá ganha mais uma!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

umbrella academy
Após ganhar dois prêmios Jabuti juntamente com seu irmão, Rafael Grampá, Gabriel Bá segue colecionando prêmios por seu trabalho. No último fim de semana, em Baltimore nos Estados Unidos, Bá ganhou o prêmio Harvey Awards, na categoria de melhor nova série, pela HQ "Umbrella Academy", juntamente com o roteirista Gerard Way, vocalista da banda My Chemical Romance.

Bá concorria também na categoria de melhor desenhista, mas perdeu para o também excelente Frank Quitely, pelo seu trabalho em "Grandes Astros Superman". O Harvey Awards é o segundo prêmio mais importante da indústria dos quadrinhos, ficando atrás apenas do Eisner Awards, prêmio em que Bá ganhou vários títulos também. Além de ter ganho com Umbrella Academy como melhor minissérie, ganhou ao lado do seu irmão Fábio Moon e do brasilero Rafael Grampá a categoria de melhor antologia, pela obra independente "5". Seu irmão ganhou o prêmio de melhor história digital por "sugashock!".

Fonte: Blog dos Quadrinhos

Adaptação em Quadrinhos do Livro "O Alienista" vence prêmio Jabuti

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

o alienista
Lembram quando há um tempão atrás (no ano passado na verdade), lá no início do blog, eu fiz um post sobre a adaptação do livro de Machado de Assis, O Alienista, para os quadrinhos, feito pelos supergêmeos irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon?

Pois bem, eles concorreram em nove categorias do prêmio Jabuti, o mais importante prêmio litarário brasileiro. A adaptação de O Alienista venceu nas categorias de melhor albúm didático (!!) e paradidático (que que é isso?).

Com esse trabalho, os irmãos brasileiros que estão bombando nos Estados Unidos, ajudam a divulgar o trabalho do maior escritor brasileiro de todos os tempos, Machado de Assis, e ajudam a despertar a paixão pela leitura de HQ´s, mostrando que nem só de Turma da Mônica, Disney e Super-Heróis vivem os quadrinhos. Quadrinhos são uma ótima fonte de leitura, tanto para adultos quanto para as crianças, e muita coisa boa já foi publicada nas HQ´s.

Parabéns aos irmãos Gabriel e Fábio. A literatura, os quadrinhos, o público e Machado de Assis agradecem!

Fonte: Melhores do Mundo

Os Mortos-Vivos - Volume um - Dias Passados

segunda-feira, 15 de setembro de 2008


Autores: Robert Kirkman (roteiro) e Tony Moore (arte).

Preço: R$ 27,90

Número de páginas: 140

Data de lançamento: Maio de 2006

Editora: HQM

Só li recentemente esse encadernado lançado em 2006, graças a minha linda namorada que me presenteou com esta bela HQ! Thank you!

Sou suspeito pra falar de 'Os mortos-vivos' pois sou fã de estórias com zumbis. Pra quem também é fã do gênero, não tem nem que pensar duas vezes: Se topar com esse encadernado por aí, pode gastar seus vinte e sete reais e noventa centavos sem medo de ser feliz. Pra quem não é fã, saiba que "Os Mortos Vivos" tem mais a oferecer do que apenas miolos e sangue. É um ótimo drama, além de uma boa ação também.

O trabalho da editora HQM foi muito bem feito. A edição está luxuosa, com uma capa muito bonita e papel de ótima qualidade, tanto na capa quanto internamente. A capa foi feita de forma muito cuidadosa, coisa rara de ser ver. Cheguei a estranhar tamanha qualidade por apenas R$27,90.

Kirkman, como ele mesmo se descreve na (ótima) introdução, é um fã do gênero, e como fã ele queria escrever algo novo e de qualidade no universo das estórias de zumbis. O enrendo mostra o policial Rick Grimes acordando num hospital após ficar um mês em coma. Não demora muito pra ele perceber que está sozinho não só no hospital, mas na cidade. A partir daí ele saí em busca de sua mulher e filhos, sem parar pra pensar no que está acontecendo.

Kirkman equilibra bem a ação e o sangue com o drama. Depois do mundo inteiro ser dominado pelos mortos, agora as pessoas tem que voltar a viver de forma quase primitiva. Não há mais governo, indústrias, mercados, sociedade, leis. Ninguém produz nada, ninguém fiscaliza. O que há é a necessidade de sobrevivência. Os humanos que sobreviveram teram que se re-organizar, quase como se fossem tribos. Há uma divisão do trabalho nem tão nova assim. Os homens saem pra caçar, as mulheres cuidam dos afazeres "domésticos" e cuidam das crianças, mas uma coisa todos tem que fazer igual: Aprender a matar e a confiar para não morrerem.

A arte está matadora. Tony Moore não usa um traço muito realista, mas os desenhos são muito bem feitos e cheios de detalhes. Vale destacar que Moore coloriu seu trabalho apenas de preto, branco e cinza, dando um clima de filme de terror antigo. Perfeito!

Nota 10

Fábulas Pixel #2

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Depois de alguns meses de atraso finalmente chegou às bancas o segundo número de Fábulas Pixel. O mix de Fábulas Pixel é composto por Sandman Apresenta, Astrocity e Fábulas. Ocasionalmente uma outra estória curta entra no mix, como foi o caso de Histórias do Amanhã, que teve a estória de Jack B. Quick contada na primeira edição de Fábulas Pixel.

Fábulas, como é de se esperar é o carro chefe da revista. Quem já leu Fábulas sabe que fazer um review sobre ela é difícil, pois as edições são sempre ótimas, e ficar aqui elogiando o excelente trabalho do escrito Bill Willingham é chover no molhado. Tanto o roteiro quanto a arte de Fábulas continuam Fabulosas (haha, vocês sabiam que eu ia fazer isso né?) nessa segundo edição.

João das Lorotas é atacado pelos três estranhos irmãos ,as consegue fugir e procura Bigby e Branca de Neve , porém ninguém acredita nele. Bigby viaja a procura de alguma pista sobre a recém-chegada Chapéuzinho e o Garoto Azul está prestes a descobrir algo sobre ela.

Em Astrocity o vilão lixeiro consegue realizar o crime perfeito. Sem deixar nenhum pista, rouba uma fortuna de um banco e voa para aproveitar sua fortuna no Rio de Janeiro. Porém o dinheiro e a luxúria não o satisfazem mais, ao ver que mesmo tendo executado o crime perfeito, as pessoas continuam idolatrando os super-heróis e ele não recebe nenhum crédito. Disposto a mudar isso, o Lixeiro volta a cometer crimes com o único intuito de humilhar os supers. O autor Kurt Busiek brinca com os clichês de super-heróis, criando numa narrativa tão atrativa que faz você querer que o vilão vença no final!

Em Sandman Apresenta temos o ponto mais complicado do mix. Mesmo com o bom resumo feito pela Pixel que vem antes da estória, é difícil entender a trama de Sandman Apresenta porque a estória é toda ligada com as HQ´s do Sandman. Pra quem acompanha Sandman, não há problema, mas pra quem nunca leu fica a sensação de estar boiando na estória, apesar dela não ser ruim. Mas só a arte sensacional de revista já valeria a leitura. Cada ilustração é como se fosse uma obra de arte, tamanho o realismo do traço e a beleza das cores usadas. Uma pena que a Pixel não divulgou o nome do desenhista.

Pixel Fábulas já se estabeleceu como um dos melhores mix do mercado nacional, ao lado da sua irmã, a Pixel Magazine. Agora é torcer pra que ele engrene de vez e não haja mais atrasos tão grandes em sua distribuição.

Nota 9,0

Turma da Mônica Jovem #1

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

turma da mônica jovem

A Turma da Mônica em crise de identidade?

Em agosto foi lançado o primeiro número da Turma da Mônica Jovem, a revista que vai mostrar Magali, Cascão, Cebolinha, Chico Bento, Mônica e cia adolescentes. E isso não é tudo. Aproveitando o sucesso que os mangás estão fazendo no Brasil, Maurício de Souza resolveu lançar a revista com elementos dos quadrinhos orientais, atraindo mais a atenção dos novos leitores de HQ´s no Brasil, principalmente os mais jovens, que vem consumindo mais mangás do que as HQ´s ocidentais.

Quando fiquei sabendo disso achei que a idéia do Maurício de Souza seria fazer algo tipo uma "Malhação" da vida, abordando temas como gravidez, vestibular, carro, bebedeira, sexo, e etc, como todos os clichês possíveis relacionados aos adolescentes. Mas eu estava errado, ainda bem.

Na verdade a revista não mudou tanto, o que me faz pensar se realmente os leitores mais velhos irão se interessar pela revista. Na verdade todo aquele universo da Turma da Mônica está ali. As aventuras continuam fantasiosas e com uma temática infantil. O que mudou mesmo foi a adição de elementos dos mangás, que aliás foram muito bem usados. Fora isso os personagens cresceram, as roupas encolheram, alguns nomes mudaram, o Cebolinha atende agora por "Cebola" e só troca o "R" pelo "L" quando está nervoso ou perto de uma garota, o Cascão toma banho por causa das garotas (sábia decisão Cascão, sábia decisão), entre outras pequenas coisas, mas a essência dos quadrinhos da turma da Mônica continua ali.

Pra finalizar, destaco positivamente nessa primeira edição as piadas feitas pelos próprios personagens a respeito da "demora" que foi pra eles crescerem. A Mônica (ou a Magali, não me lembro agora) disse que "pensou que eles nunca iriam crescer". O ponto negativo fica por conta do novo nome do Anjinho. Agora ele se chama CÉUBOY! Que idéia de girico! Por que não apenas tirar o nome dele do diminutivo, como fizeram com o Cebolinha e o Franjinha, que agora se chama Franja. Não, acharam que seria legal chamarem ele de Céuboy já que existe o herói Hellboy nos quadrinhos americanos...

No fim das contas essa nova iniciativa do Maurício de Souza frente a Turma da Mônica tem muitas chances de dar certo, apesar do estranhamento que se tem ao ver os personagens queridos de muita gente na infância crescendo e falando gírias "da hora". Mas tudo bem, todo mundo tem que passar por essa fase teenager, "né não véio?".

O Restaurante no Fim do Universo

terça-feira, 2 de setembro de 2008


Recentemente acabei de ler O Restaurante no Fim do Universo. Esse livro é a continuação do Guia do Mochileiro das Galáxias, que se popularizou depois do lançamento do filme de mesmo nome, em 2005.

Escrito pelo Britânico Douglas Adams, O Restaurante no fim do Universo, assim como O Guia, é de uma criatividade ímpar. Adams conseguiu criar planetas, robôs e alienígenas para fazer uma crítica muito bem humorada da política, da religião e acima de tudo, das pessoas.

Na sua narrativa Adams consegue fazer filosofia com as coisas mais banais e inesperadas possíveis. Por exemplo, como uma peça de Scrabble jogada numa moita pode afetar profundamente sua vida? Acredite, ela pode! Douglas Adams consegue manter sua narrativa muito divertida o tempo todo, mas sem nunca abandonar uma postura atéica e niilista. Poucos autores conseguiriam conciliar essa postura com o bom humor inteligente, que é marca característica de seus livros. Por isso que eu e muitos fãs pelo mundo todo o consideram um verdadeiro gênio da literatura! Particularmente, ele é o escritor mais criativo que eu já li!

Além do Guia e do Restaurante no fim do Universo, compoem a "trilogia" os livros A vida, o universo e tudo o mais, Até logo e obrigado pelos peixes e Praticamente Inofensiva.

Adams trabalhou como "produtor honorário" do filme do Guia do Mochileiro, mas infelizmente ele morreu em 2001, ainda jovem, aos 49 anos, deixando nós fãs imaginando o que ele ainda poderia fazer após ter concluído a trilogia do Guia do Mochileiro das Galáxias.

Nota 10!

 
Templates para novo blogger